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The Reason for this Collection

I have always lived with art of diverse forms and origins, Eastern art being that which has fascinated me the most, a feeling which has remained alive.

My paternal Grandfather (Santos Silva) was a magistrate in Quepem, Mormugao and Panaji in the state of Goa between 1925 and 1937, and he always had a great interest for all forms of Eastern culture having acquired several pieces which I got used to admiring in my parents house.

I have always been attracted by the adventure of Portuguese maritime “discoveries”, namely the particular way in which the Portuguese related with the people they came into contact, which in the context of that age’s thinking was unique in terms of the cultural interchange that it caused.

These weapons, which some times fought against and others side by side with the Portuguese, show in their decoration many of the arts taken by them to such far away places.

Taking into account that the history of civilisation was made with a weapon in hand and that among these the bladed weapon was the noblest, its use requiring close, face to face combat, often being used as a symbol of power, my affection for this type of collection slowly began to grow.

On the other hand, due to the fact that I am a surgical doctor, where the deftly wielded blade is usually a means to cure, this choice might be even more appropriate.

In 1998 Rainer Deahnhardt put on an exhibition of part of his collection at the Cordoaria Nacional in Lisbon, mostly composed of ancient weapons of all kinds and provenances.

In this exhibition, there was an antique shop selling these same kinds of ancient weapons, where I acquired the first weapons in my collection.

While speaking to Rainer Deahnhardt about the limits of a collection, he discerned my taste for bladed Eastern weapons and advised me to follow the theme “Eastern Bladed Weapons and Armour related to the Portuguese Expansion through the East”, an advice which I followed as if I had been long predestined to it.

I have successively become more selective in terms of the weapons I acquire, as I gradually learn about the market and study the theme, paying particular attention to personalised or attributable weapons, their general quality and, above all, the quality of the blades and materials used in their decoration.

A collection, to my understanding, should coexist side by side with the study of the acquired weapons, as well as the historical and social context in which they were integrated. For this it is necessary to own a vast library and also to pool the efforts of experts in this area. I should acknowledge Prof. Manoucher Moshtagh Korasani whose collaboration in the translation of Indo-Persian texts was very valuable for a better characterisation of many of my pieces.

The pieces I have acquired are generally in either good or excellent conservation state, however four of them have required some restoration, and the deftness of my friend José Faria e Silva greatly contributed to this work.

Any collection demands much dedication and always a greater or smaller financial effort depending on what is being collected. There are always options to be made which many times put other sorts of investments in second place. I thank my family, and especially my wife Isabel, a companion for thirty five years, for the support she has always given me and which thus allowed the gathering of the group of pieces here exhibited.

Every collector is a bit obsessive and possibly egotistical; perhaps in order to fight these adjectives I have enthusiastically embraced the chance to share with others the object of my dedication in the last ten years, encouraging others to collect, particularly when it is possible to associate collecting with the study of a particular subject.

Why at the Museum of Évora? I have lived the last 20 years of my life in Évora, where I work and where I have been supported. The Museum of Évora, which I had grown used to visiting and admiring, has suffered a profound remodelling which forced it to be closed for several years. At the moment, it is directed by a dynamic and competent team personified by its director, Sr. Prof. José Oliveira Caetano and it is, therefore, of the most basic level of justice that I make here my first exhibition.

It was with a great feeling of gratitude and even some surprise that I received this invitation to exhibit my collection for the first time in such an important Museum. Having been used to seeing the collection grow in the last ten years I would not have thought to prize it as much as Sr. Prof. José Oliveira Caetano, who, with his experienced vision, embraced with great enthusiasm and courage this ambitious project.

My thanks to the Museum of Évora, sponsors and all those who made this exhibition possible with their great effort and professionalism.

O Porquê desta Colecção

Desde sempre convivi com diversas formas e origens de arte, sendo a arte oriental a que mais me fascinou e permanecendo vivo esse sentimento.

O meu avô paterno (Santos Silva), exerceu a magistratura em Quepém, Murmugão e Pangim no Estado de Goa, entre 1926 e 1937, nutriu sempre grande interesse por todas as formas da cultura oriental, adquirindo várias peças que me habituei a admirar em casa dos meus pais.

A epopeia dos descobrimentos portugueses sempre me atraiu, nomeadamente a forma peculiar de relacionamento com os povos com que contactavam, que enquadrado ao pensamento da época foi único pelo intercâmbio de culturas que gerou.

Estas armas, que algumas vezes combateram contra outras ao lado dos Portugueses, patenteiam na sua decoração, muitas das artes por estes levadas para tão longínquas paragens.

Pensando que a história das civilizações se fez com uma arma na mão e de entre estas a arma branca foi a mais nobre, carecendo o seu uso de combate cara a cara, sendo muitas vezes apenas usadas como símbolo de poder, foi-se lentamente formando no meu espírito o gosto por este tipo de colecção.

Por outro lado talvez pelo facto de ser médico cirurgião, em que a lâmina usada habilmente é o meio de cura, faça ainda mais sentido esta escolha.

Em 1998 Rainer Deahnhardt fez uma exposição na Cordoaria Nacional em Lisboa, de parte da sua colecção, na sua maioria composta por armas antigas de todos os géneros e proveniências.

Nessa exposição havia uma loja de antiguidades do mesmo tipo das expostas, onde adquiri as primeiras armas da minha colecção.

Em conversa com Rainer Deahnhardt sobre os limites de uma colecção e interpretando o meu gosto pelas armas brancas orientais, aconselhou-me a seguir o tema: “Armas Brancas e Armaduras Orientais relacionadas com a Expansão Portuguesa pelo Oriente”, conselho que segui como se estivesse há muito predestinado.

Tenho sucessivamente, com o gradual conhecimento do mercado e estudo do tema, vindo a requintar o tipo de peças adquiridas, privilegiando as armas com hipótese de alguma personalização, da sua qualidade em geral, mas sobretudo das lâminas e materiais empregues na sua decoração.

Uma colecção, no meu entendimento, deve coexistir paralelamente com o estudo das peças que se adquirem, bem como do ambiente social e histórico em que estiveram inseridas. Para tal é necessário possuir uma vasta biblioteca e congregar o esforço de peritos na área. Devo salientar o Prof. Manoucher Moshtagh Korasani cuja colaboração na tradução dos textos indo-persas foi preciosa para uma melhor caracterização de muitas das minhas peças.

As peças adquiridas estão de um modo geral, em boas ou óptimas condições de conservação, no entanto quatro delas careceram de algum restauro, para o que contribuiu a habilidade do meu amigo José Faria e Silva.

Qualquer colecção exige muita dedicação e sempre um esforço financeiro maior ou menor consoante o tipo de objectos que se colecciona. Há sempre que fazer opções que muitas vezes relegam para segundo plano outro tipo de investimento. Agradeço á minha família e em especial á minha mulher Isabel, companheira de trinta e cinco anos, o apoio que sempre me deu e possibilitou assim reunir o conjunto de peças aqui exposto.

Todo o coleccionador é um pouco obsessivo e talvez egoísta, quiçá para combater estes adjectivos abraçei com entusiasmo a hipótese de partilhar com os demais, o objecto da minha dedicação nos últimos dez anos, incentivando outros para o coleccionismo, principalmente quando é possível associa-lo a um estudo de uma área do conhecimento.

Porquê no Museu de Évora? Em Évora tenho vivido os últimos vinte anos da minha vida, onde trabalho e tenho sido acarinhado. O Museu de Évora, que me habituei a frequentar e a admirar sofreu profunda remodelação, que o obrigou a estar encerrado por vários anos. Actualmente tem a dirigi-lo uma equipa dinâmica e competente personificada no seu Director, Sr. Prof. José Oliveira Caetano e é por isso da mais elementar justiça que aqui faça a minha primeira exposição.

Foi com grande sentimento de gratidão e mesmo de alguma surpresa que recebi este convite, para pela primeira vez expor a minha colecção em tão importante Museu. Por me ter habituado a vê-la crescer nos últimos dez anos, não a terei valorizado como o Sr. Prof. José Oliveira Caetano, que com a sua visão experiente abraçou com entusiasmo e grande coragem este ambicioso projecto.

O meu obrigado ao Museu de Évora, patrocinadores e a todos os que tornaram possível com o seu enorme esforço e profissionalismo concretizar esta exposição.

2 comments

  • Visit site
    January 4, 2012 8:08 pmPosted 2 years ago
    laxminarayan

    Great and beautiful collection and good photography

    Reply
  • Visit site
    March 7, 2013 8:27 pmPosted 1 year ago
    Janni Vorlicek

    Very, very beautifull collection and photos, thank you for this show.

    Reply

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