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in India

KHANJAR, Dagger

ca. 1600 - 1650

Southern India – Deccan – Mughal Period (1526-1858)

Steel, jade, gold, rubies, emeralds, black and white agate.

Full Length: 34 cm, Blade Length: 22cm.

This exceptional khanjar hilt with a handle in the shape of a horse’s head is sculpted in a single piece of green nephrite jade. The handle area corresponding to the horse’s neck shows, in a decorative frond theme, a delicate work of etching in deep bas-relief filled with gold in the kundan technique, and incrusted with emeralds and rubies. Two black and white agates give shape to the eyes, and as a complement to the valuable look of the ensemble the bridle is completely incrusted with rubies. The blade in accordance with the ornamental quality of the hilt is made of wootz or watered steel. The use of noble materials and the zoomorphic shape of the hilt attest to it having been owned by a high dignitary.

The research that Stuart Cary Wech Jr., pioneer in the study of Islamic and Indian art, did on many of the illustrations in the Padshanama or «Official chronicle of the Sovereigns» (a manuscript which is now a part of the collection of the Royal Library in Windor Castle), allowed him to conclude that the small number of daggers with zoomorphic hilts were reserved for the use of princes.

Although the number of daggers of this type would know a rise in production numbers towards the end of the 17th century, these continued to have a defining function when it came to high positions in the court.

There is a similar piece at the Victoria and Albert Museum collection.

Bibl.: Hermann Historica, Fine Antique Arms and Armour and Selected Historical Collectibles, (Auction’s Catalogue), Munich, May 16, 2003, item 44; Cameron Stone, 1999, pp. 351-353, fig. 444/8; Rickets, H., 1988, pp. 96,99, fig. 154/162; KEEN, Manuel, 2001, p. 101, fig. 8.18

KHANJAR, Adaga

ca. 1600 - 1650

Índia do Sul – Decão - período Mogol (1526-1858)

Aço, jade, ouro, rubis, esmeraldas, ágata zonada preto/ branco

comp. 34 cm ; comp. lâmina 22 cm

Este excepcional punho de khanjar com o pomo em forma de cabeça de cavalo, é esculpido numa só peça, em jade nefrita verde. A zona da empunhadura correspondente ao pescoço do equino, exibe, numa composição decorativa de temática vegetalista, um delicado trabalho de gravado em baixo relevo profundo que é preenchido a ouro, na técnica kundan, e enriquecido com esmeraldas e rubis encastoados.

Duas ágatas zonadas preto/branco dão forma aos olhos, e a completar o aspecto precioso do conjunto, os arreios também estão totalmente cravejados de rubis.

A lâmina, de acordo com a qualidade ornamental do punho, é fabricada em aço wootz ou damasquino.

A utilização de materiais nobres e a forma zoomórfica do punho, confirmam ter pertencido a um alto dignitário da corte.

A investigação que Stuart Cary Wech Jr., pioneiro no estudo da Arte Islâmica e Indiana, fez sobre muitas das ilustrações do Padshanama ou « A Crónica Oficial dos Soberanos » (manuscrito que actualmente faz parte das colecções da Real Livraria do Castelo de Windsor), permitiu-lhe concluir que o pequeno número de adagas com punhos zoomórficos eram reservadas ao uso exclusivo dos principes.

Muito embora o número de adagas deste tipo tivesse conhecido um aumento de produção em finais do século XVII, estas continuaram a ter uma função definidora do exercício de altos cargos na corte. Existe um exemplar muito semelhante na colecção do Vitoria & Albert Museum.

Bibl.: Hermann Historica, Fine Antique Arms and Armour and Selected Historical Collectibles, (catálogo de leilão), Munich, May 16, 2003, item 44; Cameron Stone, 1999, pp. 351-353, fig. 444/8; Rickets, H., 1988, pp. 96,99, fig. 154/162; KEEN, Manuel, 2001, p. 101, fig. 8.18

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