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KRIS, Dagger

18th/ 19th centuries.

Indonesia/Malaysia

Steel, mammoth molar, silver.

Full Length: 47 cm; Blade Length: 35 cm

This original Malay Kris executed with great quality and very rare, comes from one of the largest Malay edged weapons collections in Indonesia, and is datable from the 18th/19th centuries.

Both the hulu, and hilt, of the Kris as the mouth of its pendok, long part of the scabbard, are sculpted in mammoth’s (mastodon) molar, a very rare and appreciated raw material in the East Indies.

In the Middle Ages Siberia was already exporting mammoth and narwhal teeth both to China and Europe through Russia. The objects in the Vatican’s collection which were considered most valuable in the 17th century were giant narwhal’s teeth, then associated with the mythical unicorn.

The teeth of great pachyderms sometimes used in the manufacture of high quality weapons in the Eastern Indies and China are also a part of this group.

This piece is of exceptional beauty in the colours that come through the polish, presenting, however, an ancient restoration work on one of the extremities of the scabbard, which is normal seeing as it is an easily breakable raw material.

The wrangka, or ship, is of the Gayaman style. The blade is also high quality, forged in alternating layers of iron and nickel as if it was “puff pastry”, with a Rekan (desired) pamor, a beautiful pattern called klabang sewu (centipede): in it you put together two piles of iron and nickel blades interlaced like the shuffling of a deck of cards. All this under the heat of the furnace and thousands of hammerings on the anvil ended up creating a blade exceptional in all aspects – the straight dapur lurus blade.

The hilt is of the Yogjakarta style.

Previously from Rainer Daehnhardt’s collection.

Bibl.: Cameron Stone, 1999, pp. 382-394, fig. 482/3

KRIS, Adaga

XVIII / XIX

Indonésia/Malásia

Aço, molar de mamute, prata

comp. total: 47 cm; comp. lâmina: 35 cm

Este Kris Malaio original, de excelente qualidade de execução e de grande raridade, é proveniente de uma das maiores colecções de amas brancas malaias da Indonésia, datável do século XVIII/XIX.

Tanto o hulu, punho, do Kris como o bocal do seu pendok, haste da bainha, são esculpidos em molar de mamute (mastodonte), uma matéria-prima rara e muito apreciada nas Índias Orientais.

Já na Idade Média a Sibéria exportava dentes de mamute e de narval tanto para a China como para a Europa, através da Rússia. Os objectos da colecção do Vaticano considerados no século XVII como mais valiosos, eram dentes de narval gigantes, então relacionados com o lendário unicórnio.

Os dentes dos grandes paquidermes por vezes utilizados na fabricação de armas de alta qualidade nas Índias Orientais e na China pertencem também a este grupo.

O presente exemplar é de excepcional beleza nas suas cores que sobressaem através do polimento, apresentando no entanto um restauro antigo numa das extremidades da bainha, o que é normal visto tratar-se de matéria-prima muito quebradiça.

A warangka, nau, é do tipo Gayman. Também a lâmina é de alta qualidade, forjada de camadas sobrepostas de ferro e níquel, como se de “massa folhada” se tratasse, com um pamor Rekan “desejado”, belo pamor, padrão, chamado klabang sewu “centopeia”: juntam-se duas pilhas de camadas de lâminas de ferro e níquel sobrepostas como quem entrelaça cartas de baralho. Tudo isto, sob calor da fornalha e a milhares de batidelas na bigorna, acabou por criar uma lâmina, sobre todos os aspectos, excepcional - a lâmina direita dapur lurus.

O punho é do tipo Yogjakarta.

Proveniente da colecção Rainer Daehnhardt.

Bibl.: Cameron Stone, 1999, pp. 382-394, fig. 482/3

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