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KRIS, Dagger

Dagger: 20th Century; Blade: 17th Century

Indonesia/Malaysia

Watered steel, iron, nickel, precious wood, gilded silver

Full Length: 48 cm; Blade Length: 37 cm

In this piece the blade is of manufacture attributed to the 17th century while the hilt, quite posterior to the blade, was applied to it in the 20th century.

The steel double edged blade is flamed with 5 luk, or waves, with a very unusual damask pattern being composed by a central core with many layers of iron/nickel, with different steel on the sides which make up the cutting edges, made from a harder material, as you would expect, so as it could not be easily damaged.

An extremely rare phenomenon can be found on the upper part of the blade where there is an “eye” purposefully inlayed made of a core from a different material. The possible explanation can be found in the constant reusing of the blades which belonged to ancestors, to the point of sharing fragments from a blade between several heirs, each then creating a new Kris from that fragment. Naturally each of the heirs would have a hilt and scabbard made in the style of the initial weapon (which makes dating more difficult) having hired an empu, or renowned master, for that effect.

This type of Kris is known in the East Indies as a “Classic Kris”, one of the most sought after types, always made by the best masters. This piece if of particular interest to the Portuguese as it shows the most exact representation of the Portuguese Nau, discernable from the shape of the scabbard’s mouth (typical wrangka from the Island of Sumatra, Palembang style) where even the rudder is shown, which does not happen in the usual representations of ships in the Malay Kris.

The hilt is made in the shape of Garuda, Vishnu’s vehicle.

The scabbard’s pendok is completely covered in gilded silver with an extraordinary chiselling work on both sides.

By the above stated reasons it is a Luso-Malay Kris.

Bibl.: Cameron Stone, 1999, p. 382-394, fig. 483/3

KRIS, Adaga

Adaga: séc. XX; Lâmina: séc. XVII

Indonésia/Malásia

Aço damasquino, ferro, níquel, madeira exótica, prata dourada

comp. total: 48 cm; comp. lâmina: 37 cm

Neste exemplar, a lâmina é de manufactura atribuída ao século XVII, enquanto o punho, bastante posterior, foi-lhe aplicado no século XX.

A lâmina em aço de duplo gume, é flamejante de 5 luk, ondas com um damasquino muito invulgar compondo-se este, de um núcleo central com muitas camadas de ferro/níquel, ladeado por sua vez de aço de diferente composição que forma as partes cortantes, naturalmente uma matéria-prima mais rija para não poder ser facilmente golpeada.

Caso de extrema raridade verifica-se na parte superior da lâmina onde se encontra propositadamente embutido um “olho” de um núcleo de matéria-prima diferente. A explicação possível encontra-se na eterna reutilização das lâminas de antepassados, chegando ao ponto de serem partilhados fragmentos de uma lâmina de um glorioso antepassado entre diferentes herdeiros, criando depois cada um deles o seu novo Kris a partir desse fragmento. Naturalmente que cada um dos herdeiros mandou fazer a empunhadura e a bainha conforme o estilo da arma inicial (o que torna difícil a sua datação) encarregando para o efeito um empu, mestre de renome.

Este género de Kris é denominado nas Índias Orientais de “Kris Clássico”, um dos tipos mais procurados, porque sempre saído das mãos dos melhores mestres.

Este exemplar é de particular interesse para nós porque mostra a mais exacta das representações da Nau Portuguesa, reconhecível pelo feitio da boca da bainha (warangka típico da Ilha de Sumatra, estilo Palembang) em que até o leme mostra, o que não acontece nas representações vulgares de navios nos Kris malaios.

O punho é fabricado sob a forma de Goruda, a ave protectora de Shiva.

O pendok da bainha está totalmente revestido a prata dourada com um extraordinário trabalho de cinzel realizado em ambas os lados.

Pelas razões apontadas trata-se de um Kris Luso-Malaio.

Bibl.: Cameron Stone, 1999, p. 382-394, fig. 483/3

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