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in India

TULWAR, Sword

Sword: 19th century; Blade: 17th century.

Northern and Central India, Hindustan

Steel, iron, silver

Full length: 86 cm; Blade length: 66 cm

The Tulwar is a sort of sword, equivalent to the European sabre. Its origins date from around the 13th century, with the introduction of cavalry forces in Central Asia. When it became well known in India it became one of the favourite combat weapons, especially during the Mughal Empire.

In Northern India, the pommel of the hilt developed into a disk shape, which makes it distinguishable from other weapons of this kind, both in Persia (Iran), and in Afghanistan.

The model of this sword, characteristic of Northern India and Central Hindustan, was often used in the Portuguese campaigns during the New Conquests period (first half of the 18th century), and during the Maratta Invasions (18th century), where the Portuguese lost Chaul and Baçim to save Goa, Daman and Diu.

The Tulwar was not only used by the Muslim adversaries, but also by the Hindu allies of the Portuguese. It was both a cavalry and infantry weapon. The sheaths were made with two very thin wood plates, covered in fabric, which explains their short life.

This particular Tulward displays a curved single edged steel blade, and an iron handle with a disk shaped pommel. Dated to the 19th century, it has a blade made in the 18th century. Its iron mountings are inlayed in silver in the koftgari technique, ornamented with geometrical and floral motifs.

Bibl.: Cameron Stone, 1999, pp. 601-602, fig. 770/3

TULWAR, Espada

Espada: séc. XIX; Lâmina: séc. XVII

Índia do Norte e Central, Hindustão

Aço, ferro, prata

comp. total: 86 cm; omp. lâmina: 66 cm

O Tulwar é um tipo de espada, equivalente ao sabre europeu. A sua origem remonta aproximadamente ao século XIII, com a introdução da cavalaria na Ásia Central. Ao ser conhecida na Índia, tornou-se aqui uma das armas preferidas para combate, sobretudo no período do Império Mogol.

Na Índia do Norte, o pomo do punho desenvolveu a foma de um disco, característica que o distingue das outra armas deste tipo, quer na Pérsia (actual Irão), quer no Afganistão.

O modelo desta espada, próprio da zona norte da Índia e também da zona central do Hindustão, foi bastante usado nas campanhas portuguesas durante o período das Novas Conquistas (1ª metade do século XVIII) e durante as Invasões Marattas (século XVIII) onde perdemos Chaul e Baçim para salvar Goa, Damão e Diu.

O Tulwar, não só foi utilizado pelos nossos adversários muçulmanos, como também pelos nossos aliados hindus. Tanto serviu de arma de Cavalaria como de Infantaria.

As bainhas eram construídas com duas finíssimas chapas de madeira sobrepostas, forradas de tecido, o que explica a sua curta duração.

O presente Tulwar mostra uma lâmina curva de um só gume em aço, e uma empunhadura de ferro com pomo discóide. Datável do século XIX, integra uma lâmina executada no século XVII.

As suas guarnições em ferro estão tauxiadas a prata na técnica de koftgari, com uma ornamentação de motivos florais e geométricos.

Bibl.: Cameron Stone, 1999, pp. 601-602, fig. 770/3

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