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in India

Bichawa, Dagger

18th Century

Índia

Iron, steel, gold

Full length: 31.4 cm / 12.4 inch;Blade length: 21.7 cm / 8.5 inch

Blade thickness: middle 3 mm, thickening near tip 6 mm

Blade width: forte 28.5 mm, middle 22 mm, thickening near tip 18.5 mm

Weight without scabbard: 142 grams

Commonly called bichwa, but also bicchwa or bichhwa literally means "scorpion". The name most likely refers to the shape of the blade that resembles the sting of a scorpion. The bichwa consists of a loop handle that is designed to fit tightly around the palm of the hand, enabling the wielder to use the hand without having to drop the dagger, for example when engaging in wrestling.

Egerton quotes a source stating it was said to have been worn by common people in Mysore and Hyderabad, concealed within the sleeve within a sheath.1 Elgood states the shape of the dagger is meant to replicate the form of one of Vishnu's weapons, the noose. I don't necessarily agree with this assessment, as it is foremost a highly functional and ergonomic design once you know how to hold it. Elgood also mentions an ivory statuette of a seventeenth-century Madurai ruler with an ornate bichwa that seems to indicate they were accepted in the highest circles, and not only for commoners.

A very fine bichwa dagger with dramatic curving blade of forge folded mechanical "damascus" steel, visible on the etched center panel while its edge bevels are polished bright. The quality blade is in excellent condition with crisp ridges, unharmed edges and even an intact tip.

The blade is riveted to an iron looped handle with a shield for the knuckles, designed to fit perfectly over the knuckles of the right hand, with the tip pointing downwards. The shield is of fine workmanship with well articulated center ridge. The entire iron handle is covered with very fine gold wire applied cold on a crosshatched background in the form of geometric designs and flowers. Almost all the gold remains, something that is rarely seen. On top of the handle is a mushroom-shaped finial with ribbed top.

While bichwa are primarily associated with southern India, the blade treatment with etched panel and burnished edges as well as the designs in gold on the handle are more akin to northern Indian aesthetics of the time. One rarely finds a dagger of this type, let alone in such a quality and condition.

Bibl.: - 1. Lord Egerton of Tatton: Indian and Oriental Arms and Armour. Dover Publications; Revised edition, 2002. Page 116. - 2. Robert Elgood: Hindu arms and Ritual, Eburon Academic Publishers, Delft, 2004. Page 237. The statuette is located in the Prince of Wales Museum of Western India, Mumbai, accession number 66.4. - 3. Jorge Caravana: Rits of Power, Oriental Weapons. Caleidoscópio Publications; Pages 142/143.

Bichawa, Adaga

Séc. XVIII

Índia

Ferro, aço, ouro

Comprimento: 31.4 cm Comprimento da Lâmina: 21.7 cm

Grossura da Lâmina: centro: 3 mm, junto à ponta: 6 mm

Largura da Lâmina: junto ao punho: 28.5 mm, centro 22 mm, junto à ponta: 18.5 mm

Peso sem Bainha: 142 g

Chamada correntemente bichwa, mas também bicchwa ou bichhwa, nome com o significado literal de “escorpião”. Este nome refere-se provavelmente ao formato da lâmina que se assemelha ao espigão de um escorpião. A bichwa consiste de uma pega em aro que é desenhada para se encaixar apertadamente em volta da palma da mão, permitindo a quem a empunha a utilização da mão sem ter de deixar cair a adaga, como por exemplo em combate corpo a corpo.

Egerton cita uma fonte que afirma terem sido usadas pelo povo comum em Mysore e Hyderabad, escondidas dentro da manga numa bainha.1 Elgood afirma que o formato da adaga tem como objectivo replicar o formato de uma das armas de Vishnu, o nó. Não concordo necessariamente com este julgamento, pois é acima de tudo um formato altamente funcional e ergonómico, assim que se saiba como a empunhar. Elgood também menciona uma estatueta do séc. XVII de marfim de um governante de Madurai com uma bichwa ornamentada que parece indicar que eram aceites não só entre o povo comum mas também nos círculos mais altos da sociedade.2

Uma muito boa adaga bichwa com uma lâmina de curva dramática de aço damasquinado dobrado e batido na forja, visível no painel trabalhado central enquanto os biseis da lâmina brilham de polidos. A lâmina de muito boa qualidade encontra-se em excelentes condições com saliências bem definidas, fios incólumes e até mesmo uma ponta intacta. /p>

A lâmina é ligada ao punho em aro de ferro por rebites, com um escudo para os nós dos dedos, desenhado para se encaixar perfeitamente sobre os nós da mão direita, com a ponta apontando para baixo. Este escudo é de muito bom fabrico, com uma saliência central bem articulada. Todo o punho de ferro é coberto com delicado fio de ouro aplicado a frio num campo de padrão entrecruzado, em formas geométricas e florais, no topo do punho há um acabamento em forma de cogumelo com nervuras no topo.

Apesar de a bichwa ser primariamente associada com o sul da Índia, o tratamento da lâmina com painel trabalhado, fio polido bem como os desenhos a ouro no punho são mais característicos da estética do norte Indiano naquela época. É raro encontrar uma adaga deste tipo, quando mais de tal qualidade e condição.

Bibl.: - 1. Lord Egerton of Tatton: Indian and Oriental Arms and Armour. Dover Publications; Revised edition, 2002. Page 116. - 2. Robert Elgood: Hindu arms and Ritual, Eburon Academic Publishers, Delft, 2004. Page 237. The statuette is located in the Prince of Wales Museum of Western India, Mumbai, accession number 66.4. - 3. Jorge Caravana: Rites of Power, Oriental Weapons. Caleidoscópio Publications; Pages 142/143.

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